GOTAS
 

 
Somos todos GOTAS na imensidão dos Oceanos...
 
 
 
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Há uma Gota.

Há uma gota de suor em cada calor!
Há uma gota de orgulho em cada vitória!
Há uma gota de paixão em cada amor!
Há uma gota de verdade em cada estória!

Há uma gota de fossa em cada bolero!
Há uma gota de desejo em cada sexo!
Há uma gota de espera em cada moça que espero!
Há uma gota de coerência em cada coisa sem nexo!

Há uma gota de vaidade em cada mutilado de guerra!
Há uma gota de tristeza em cada piano na sala!
Há uma gota de perseverança em cada coisa que se erra!
Há uma gota de efemeridade em cada morto na vala!

Há uma gota de eternidade em cada atriz de cinema!
Há uma gota de raiva em cada ladrão de gravata!
Há uma gota de estatística em cada fórmula do esquema!
Há uma gota de tinta em cada caneta da ata!

Há uma gota de lágrima em cada olho do rosto!
Há uma gota de choro em cada criança carente!
Há uma gota de luz em cada sol posto!
Há uma gota de saudade em cada coração da gente!

Walmor Dario Santos Colmenero

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Domingo, Agosto 09, 2009
 

SER PAI
(Artur da Távola)

De todas as minhas modestas dimensões humanas, a que mais me realiza
é a de ser pai.
Ser pai é, acima de tudo, não esperar recompensas. Mas ficar feliz
caso e quando cheguem. É saber fazer o necessário por cima e por dentro da
incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura
intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.
Ser pai é aprender, errando, a hora de falar e de calar. É contentar-se
em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais deixar de falar
no momento preciso. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto
para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se
forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.
Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez.
É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem
vivendo. Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos
necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir
os próprios caminhos.
Ser pai é: saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer.
Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda
e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói.
Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua
imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.
Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar.
É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher,
ainda que não seja em vida.
Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão.
Mas ir às lágrimas quando chegam.
Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na
personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É
saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade
adulta do filho. É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar
sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem
receber.
Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso
mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros,
revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem
ofender; de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte,
mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma,
pacificação.
Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio.
O máximo de convivência no máximo de solidão. É, enfim, colher a vitória
exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele,
não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito
para deixar de ser importante.




Segunda-feira, Agosto 03, 2009
 

QUEM MORRE?


Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo

Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...

Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ

Martha Medeiros





 

 
  refletindo





Em 22/04/2003






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