GOTAS
 

 
Somos todos GOTAS na imensidão dos Oceanos...
 
 
 
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Niterói

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Há uma Gota.

Há uma gota de suor em cada calor!
Há uma gota de orgulho em cada vitória!
Há uma gota de paixão em cada amor!
Há uma gota de verdade em cada estória!

Há uma gota de fossa em cada bolero!
Há uma gota de desejo em cada sexo!
Há uma gota de espera em cada moça que espero!
Há uma gota de coerência em cada coisa sem nexo!

Há uma gota de vaidade em cada mutilado de guerra!
Há uma gota de tristeza em cada piano na sala!
Há uma gota de perseverança em cada coisa que se erra!
Há uma gota de efemeridade em cada morto na vala!

Há uma gota de eternidade em cada atriz de cinema!
Há uma gota de raiva em cada ladrão de gravata!
Há uma gota de estatística em cada fórmula do esquema!
Há uma gota de tinta em cada caneta da ata!

Há uma gota de lágrima em cada olho do rosto!
Há uma gota de choro em cada criança carente!
Há uma gota de luz em cada sol posto!
Há uma gota de saudade em cada coração da gente!

Walmor Dario Santos Colmenero

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Domingo, Março 09, 2008
 


Alma de mulher

Ah! A alma de mulher,
Adorá-la, quem não quer?
Mas a mulher feminina,
Que se faz sempre menina,
Plena na compreensão
E pronta para o perdão.

Ah! A alma de mulher.
Venerá-la, quem não quer?
Sorrisos de alegria,
Ternura que irradia,
Sem perder a firmeza
Que lhe revela a grandeza.

Ah! A alma de mulher.
Admirá-la, quem não quer?
No brilho do olhar,
No doce falar,
No toque da mão
Que cativa o coração.

Ah! Mas essa alma bendita,
Anseio de quem na desdita,
Busca a paz em seu colo,
Para repouso do solo
E dos tormentos seus,
Vive ao lado de Deus.

Donizete Pinheiro





Sábado, Março 08, 2008
 


Soneto

Dom Pedro II.


Não maldigo o rigor de iniqua sorte,
Por mais atroz que seja e sem piedade,
Arrancando-me o throno e a magestade,
Quando a dois passos só estou da morte!

Do jogo das paixões minh'alma forte
Conhece a fundo a triste realidade,
Pois, se agora nos dá felicidade,
Amanhã tira o bem, que nos conforte.

Mas a dôr que excrucia, a que maltrata
A dôr cruel que o animo deplora,
Que fere o coração e quasi o mata,

E' ver da mão fugir, á extrema hora,
A mesma bocca lisongeira e ingrata,
Que tantos beijos nella poz outr'ora!

(Grafia da Língua Portuguesa em 1914)





 

 
  refletindo





Em 22/04/2003






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